Big Techs partem para cima do Super Bowl nos EUA

 04.02.2020: 01:54 PM      266
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Assista aos quatro comerciais das Big Techs que pela primeira vez fizeram sucesso no Super Bowl, uma espécie de Copa do Mundo do futebol americano.

As grandes empresas de Tenologia partiram para um ataque frontal às mídias tradicionais e seus anunciantes do mundo industrial. Pela primeira vez na história do Super Bowl, uma espécie de final de Copa do Mundo para os americanos, o setor Big Tech monopolizou as atenções comprando os melhores espaços publicitário do evento para ganhar emocionalmente os consumidores.

Ocorre que esta injeção de dinheiro das Techs pode ser um Gadgets de Troia, segundo analistas mais céticos. Até ano passado dominado pela indústria de carros, doces e cervejas, no Super Bowl deste ano quem deu as cartas foram Google, Microsoft, Amazon e Facebook, todas empresas globais sediadas do Vale do Silício. 

Para os analistas, este é um sinal claro de que o cenário mudou e novos players se apresentam para manter e abocanhar clientes remanescentes dos nichos mais tradicionais. Hoje existe uma rivalidade muito forte entre as mídias tradicional e as mídias digitais, estas senhoras absolutas da publicidade na internet. 

 

TERCEIRO COLOCADO: Anúncio do Google foi muito elogiado pelo forte apelo emocional

 

Como evento esportivo mais assistido nos EUA e terceiro no mundo, perdendo apenas para a final da Liga dos Campeões da UEFA e para a Copa da Fifa, o Super Bowl serve como uma vitrine do mercado e seu espaço é caro e concorrido. O evento teve início em 1967 e há 32 a popularidade dos anúncios junto ao público vem sendo medida pelo jornal USA Today.

 

SÉTIMO COLOCADO: Amazon abusou do tradicionalismo para promover sua secretária Alexa

 
Antes controlada por empresas americanas como GMC, Coca Cola, Pepsi, este ano o público ainda aplaudiu Jeep (1º lugar na preferência) e a sul-coreana Hunday (2º), mas o Google se destacou como principal representante do setor de tecnologia (3º). Outros do Big Tech que antes desdenhavam o evento como Amazon (7º), Microsoft (9º) despontaram com suas mensagens subliminares entre as 10 mais apreciadas.

Até o Facebook, pela primeira vez participando com comercial no Super Bowl, desbancou grandes estrelas da indústria ficando com o 39º. Veja o resultado oficial dos comerciais mais curtidos este ano segundo levantamento do USA Today.

 

NONO COLOCADO: Microsoft adotou a narrativa feminista simpática à esquerda

 

Segundo alguns analistas de mídia, finalmente as empresas de tecnologia se apresentaram no jogo como marcas dominantes. "Ainda é cedo para avaliar, mas o resultado deste Super Bowl mostra que as Big Techs chegaram com tudo num nicho que elas mesmos zombavam da mídia tradicional." comentou Jeff Beer, articulista da revista Fast Company especializado e publicidade, marketing e criatividade de marca.

 

TRIGÉSIMO NONO: Fazebook optou pelo desgastado apelo coletivismo geracional

 

Segundo ele, as empresas de tecnologia estão abocanhando como muita força os espaços publicitários de todos os grandes eventos como o Oscar e o Grammy e isso representa um grande risco para o mercado de mídia. Elas estão forjando um tipo de relacionamento emocional com os consumidores para sufocar as críticas ao controle absoluto que já exercem na publicidade digital e no streaming de conteúdo, essencialmente para destruir a indústria moderna da TV", apontou.

De fato, os anúncios das empresas de tecnologia no Super Bowl apresentaram um viés emocional muito forte, incluindo mensagens subliminares engajadas à agenda "degressista" do politicamente correto dos Democrata, com toques sutis de feminismo, racismo, gayzismo, etc. Ano passado a Amazon gastou US $ 1,25 bilhão em marketing na TV. O Facebook apresentou gastos de US $ 300 milhões e a Microsoft US $ 219,1 milhões.

 

avatar Avelar Livio Santos
Jornalista e consultor de internet
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