Google e Facebook definitivamente na mira da Justiça

 27.01.2020: 12:56 AM      241
Compartilhar é curtir... lembrar... cuidar... gostar...

Há muito que as gigantes entraram no radar da justiça por práticas abusivas, especialmente depois que passaram discriminar politicamente seus usuários de tendência liberal-conservadora.

Google e Facebook estão sob investigação da justiça dos EUA por prática monopolistas de mercado. Um grupo de 50 procuradores-gerais de estados e territórios americanos abriu processo de investigação antitruste sobre o Google.

O anúncio de investigação do Google feito por procuradores de 48 estados americanos veio dias após a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, anunciar que uma outra força tarefa envolvendo vários estados investigará o Facebook pelas mesmas práticas.

Somos defensores do livre mercado e foi neste ambiente econômico que as duas empresas de nasceram e prosperam na internet. Mas, temos que reconhecer: como uma doença do capitalismo, basta uma empresa se tornar grande para tentar consolidar-se como MONOPÓLIO, uma espécie de câncer do sistema assim como a prática do CARTEL, do DUMPING e do TRUST de mercado.

Não poderia ser diferente na área de tecnologia. Ao se tornarem gigantes, Google e Facebook começaram a agir de forma hegemônica, comprando empresas menores, matando startup promissoras, impondo suas filosofias sobre as leis locais e praticando preços de serviços de forma unilateal, algumas vezes ferindo direito básicos individuais dos seus clientes.

Google, Facebook, Twitter e outras empresas de mídia sociais vêm sendo acusadas de violar o direitos dos consumidores (os usuários pagam para usá-las com seus dados e compra de aplicativos e serviços), inclusive passando por cima de princípios sagrados da Constituição Americana como a Primeira Emenda, censurando a livre expressão política dos cidadãos com base em conceitos subjetivos alinhados à agenda socialista do politicamente correto.

Vamos ver se este meu artigo não será censurado...

O próprio Mark Zuckerberg confessou meses atrás em audiência no Senado que existe sim uma alinhamento dos seus funcionários com as bandeiras do Partido Democrata e que, de modo geral, a grande maioria dos trabalhadores do Vale do Silício tem tendência esquerdista. Vários outros CEOs já manifestaram oposição e ações para obstrução de manifestações pró-Trump e Partido Republicano nas redes sociais.

Apenas o procurador da Califórnia -- estado governado pelo DEMO onde a miséria e a droga tomam conta das cidades cercadas por milionários esquerdistas de Hollywood -- não aderiu ao processo de investigação antitruste contra o Google. O objetivo dos procuradores liderados por Ken Paxton, do Texas, é saber se as práticas de publicidade digital da gigante de internet ferem ou não as leis que regem a livre concorrência.

A publicidade digital nas redes sociais é eficiente mas seus custos versus resultados já se aproximam dos padrões das mídias industriais. Some-se a isso a falta de transparência para os anunciantes e consumidores sem acesso a auditagem dos parâmetros e processos de algoritmos. Em 2018, o Google faturou U$ 116 bilhôes com publicidade, mais da metade de total de gastos com mídia nos EUA, dez vezes mais os gastos com este serviço no Brasil.

Após o anúncio da investigação, as ações da Alphanet, controladora do Google, caíram 8% passando a valer U$ 1.193 cada, o que é muito intrigante para uma empresa de serviço, sem geração de riqueza ou valor material concreto. Esta supervalorização das empresas de tecnologias e serviços em relação às do setor indústrial me faz lembrar o boom das empesas PONTOCOM até o ano 2000 e que resultou no estouro da BOLHA DA INTERNET.

 

avatar Avelar Livio Santos
Jornalista e consultor de internet
 |   |   |   |   |   | 

 

 

 27.01.2020: 12:56 AM      241 justica facebook google

Comentários (0)

Olá, deixe seu comentário...

Topo