ACREDITE! Correios vão entrar para o decadente negócio de celular pré-pago

 10.01.2020: 10:47 PM      59
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Artigo publicado originalmente em
O anúncio foi feito no dia 6 de março de 2017, em São Paulo. A meta é cobrir todos os estados brasileiros até final de ano.

O

anúncio surpreende já que em fevereiro a empresa anunciou o fechamento de agências para minimizar quatro anos seguidos de prejuízos. Segundo seu presidente, Guilherme Campos, a marca Correios e sua capilaridade em todo país é o que bastam para desviar o foco para o negócio de telefonia móvel.

O monopólio estatal dos Correios, com seu padrão de gestão politico-partidária, 40 dias de greve anuais por melhores salários e ingerência sindical, amargou em 2016 prejuízo de R$ 2 bilhões, o mesmo valor verificado de 2015. Nem vamos falar do Postalis, o fundo de pensão dos funcionários que nos últimos cinco anos acumulou um rombo de R$ 113,5 bilhões a ser tapado em descontos de salários dos funcionários e você contribuinte otário.

 


Entende agora porque os Correios do Brasil detêm o título nada honroso de única empresa do setor deficitária no mundo livre. Chega a ser intrigante ver estatal operando no vermelho em mercado garantido por lei, desviar o foco de sua atividade-fim para entrar no decadente negócio da telefonia celular pré-paga.

O número de contas pré-pagas no Brasil está em queda livre. Caiu 5,38% em janeiro de 2017, com o total de linhas baixando o para 243 milhões. Nos últimos 12 meses, nada menos 14 milhões de contas pré-pagas foram desativadas segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Presença nacional, capilaridade, confiança e capacidade de entregar aquilo que se compromete a realizar. Nós temos certeza de que esse passo dado, no sentido de prover um serviço na área de telefonia celular, vai ser uma grande atividade dentro da empresa.” disse o presidente da estatal Guilherme Campos, para quem a marca Correios e as 6.511 agências próprias espalhada pelo país farão a diferença.

Como acreditar que uma empresa que não dá conta da postagem e entrega de mercadoria sob reserva de mercado e preço superfaturado vai se dar bem num setor mais competitivo (nem tanto) como a telefonia móvel. Posso estar enganado, mas acho que vai é contaminar ainda mais o setor e de quebra prejudicar o consumidor.

A telefonia móvel foi bastante afetada no Brasil depois de um breve período de bonança no Governo de FHC. No governo lulopetista iniciou-se um processo de monopolização com mudanças na Lei Geral de Telecomunicações reduzindo o número de operadoras de cerca de 20 para 4 grandes players, praticamente.

Foi Lula quem costurou para que a Telemar criasse a Oi celular, depois engolisse a empresa-mãe e finalmente comprasse a Brasil Telecom. Como animal de zoológico, a Oi foi beneficiada ainda com a escabrosa transação intermediada por Zé Dirceu e com a PT Portugal, se transformando numa empresa obesa e deficitária.

Para Lula e sua sanha populista de criar a maior empresa nacional de telefonia da América Latina o negócio foi ótimo. Rendeu R$103 milhões em investimento da Oi na empresa Gamecorp do seu filho Lulinha e até uma antena exclusiva para celular e internet no seu Sítio de Atibaia, que não é seu, claro.

Conhecendo o Estado brasileiro como conhecemos, não tenho dúvidas de a entrada dos Correios no negócio em queda de telefonia móvel vai é vampirizar a saúde já combalida deste mercado, quebrando e desacreditando as regras estabelecidas.

Como os Correios nunca atuaram no setor de telecomunicação, não se sabe ainda se a entrada em operação do serviço é fruto de outros acordos com alguma grande operadora como a Oi ou até mesmo com a Telebrás, um defunto estatal ressuscitado pelo governo do PT como cabide de emprego para milhares de ‘cumpanheros’, camuflado no aceno da falsa ‘universalização do uso da banda larga boa e barata para todos’.

Segundo o site oficial dos Correios, o serviço será viabilizado em “parceria estabelecida com a EUTV, prestadora de Serviço Móvel Pessoal (SMP) autorizada pela Anatel, ficando esta como responsável pela infraestrutura de suporte às telecomunicações”.

Certeza mesmo é que somente empresa altamente especializada tem condições de operar neste mercado tecnologicamente complexo e que requer know-how, pessoal técnico especializado em vendas, manutenção e toda uma infra-estrutura composta de antenas, redes de fibra óptica e backbone.

Autorizar uma estatal mal gerida que só dá prejuízo, mesmo gozando do monopólio do mercado de postagem, a atuar num outro setor que não domina é o cúmulo da IRRESPONSABILIDADE. O que vai acontecer, tenho certeza, é a precarização maior da atividade-fim e a desestruturação do setor de telecomunicações, corrupção e prejuízo para o consumidor, que no final acabará pagando tarifas mais caras e um novo rombo nas contas da estatal.

O plano inicial (pré-pago) exigirá recargas mensais de R$ 30, com os seguintes benefícios:

100 minutos de ligações de voz para qualquer celular e fixo de qualquer operadora e DDD (ou 100 SMS);

30 dias de internet móvel em alta velocidade (3G ou 4G, dependendo da disponibilidade da região) com 1 GB de franquia, sem corte no serviço quando o pacote for totalmente utilizado;

WhatsApp grátis (sem desconto da franquia de internet) para envio de mensagens (de texto, de voz e fotos) e chamadas de voz, durante a validade do plano;

Acúmulo de benefícios, quando recarregado dentro da validade do plano;

Navegação sem descontar da franquia nos sites www.correioscelular.com.br, www.correios.com.br e www.brasil.gov.br.

avatar Avelar Livio Santos
Jornalista e consultor de internet
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