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PRECONCEITO -- 

JURO QUE NÃO QUERIA ENTRAR NESTA FALSA POLÊMICA, mas achei importante compartilhar meu ponto de vista com os amigos. Tudo indica que as ofensas à Maju, jornalista do tempo da Globo, não passam de provocação do MAV - MILITÂNCIA EM AMBIENTES VIRTUAIS. Assim como o crime de racismo, este estelionato precisa ser apurado e punido severamente para o bem da sociedade.

Repare nos nomes e fotos dos autores das provocações da imagem. Pense se uma pessoa real, sabendo que racismo é crime, iria dizer as besteiras que estes perfis falsos disseram. O propósito é conhecido: desviar a atenção de algo mais importante como o LAVA JATO, por exemplo, e manipular as massas para o debate de causas populistas e divisionistas. Muitas gente acaba sendo induzida a tomar um lado no debate e até cometem mesmo crimes de ofensa ou racismo ao externarem suas opiniões impensadamente no calor da discussão. Mas essa é a ideia dos manipuladores, envolver as pessoas no debate das BANDEIRAS DIVISIONISTAS DO FASCISMO CULTURAL BOLIVARIANO.

Tudo leva a crer que esta ação partiu do MAV um grupo de agitadores da rede com nomes falsos criados no 4º Congresso do PT, em 2011. A sigla significa Militância em Ambientes Virtuais. São núcleos de militantes treinados para operar na internet, em publicações e redes sociais, segundo orientações partidárias.

Segundo alguns estudiosos do assunto, a ação do MAV consiste em fabricar correntes volumosas de opinião articuladas em torno dos assuntos do momento. Um centro político define pautas, escolhe alvos e escreve uma coleção de frases básicas.

Os militantes as difundem, com variações pequenas, multiplicando suas vozes pela produção em massa de pseudônimos. Com a ação consumada, aparece a fgura do PENSADOR COLETIVO REAL para fazer a DEFESA DAS TESES, como se fosse o legítimo representante de multidões de indivíduos anônimos.

Você pode não saber o que é MAV, mas seus militantes disseminam questões e  tentam de todas as formas te envolver em polêmicas como cotas, ideologia de gênero, menor idade penal, Petrolão, entre outras, sempre sobre a supervisão do PENSADOR COLETIVO.

Um zumbi do MAV pode ser identificado pelo nome estranho, algumas vezes com números e fotos de personalidades exóticas ou caricaturas. Já o PENSADOR COLETIVO é mais complicado de ser reconhecido.

Veja abaixo como o jornalista Demetrio Magnoli define o PENSADOR COLETIVO:

"O PENSADOR COLETIVO se preocupa imensamente com a crítica ao governo. Os sistemas políticos pluralistas estão sustentados pelo elogio da dissonância: a crítica é benéfica para o governo porque descortina problemas que não seriam enxergados num regime monolítico. O PENSADOR COLETIVO não concorda com esse princípio democrático: seu imperativo é rebater a crítica imediatamente, evitando que o vírus da dúvida se espalhe pelo tecido social. Uma tática preferencial é acusar o crítico de estar a serviço de interesses de malévolos terceiros: um partido adversário, "a mídia", "a burguesia", os EUA ou tudo isso junto. É que, por sua própria natureza, o PENSADOR COLETIVO não crê na hipótese de existência da opinião individual.

O PENSADOR COLETIVO abomina argumentos específicos. Seu centro político não tem tempo para refletir sobre textos críticos e formular réplicas substanciais. Os militantes difusores não têm a sofisticação intelectual indispensável para refrasear sentenças complexas. Você está diante do PENSADOR COLETIVO quando se depara com fórmulas genéricas exibidas como refutações de argumentos específicos. O uso dos termos "elitista", "preconceituoso" e "privatizante", assim como suas variantes, é um forte indício de que seu interlocutor não é um indivíduo, mas o PENSADOR COLETIVO.

O PENSADOR COLETIVO interpreta o debate público como uma guerra. "A guerra de guerrilha na internet é a informação e a contrainformação", explica o deputado André Vargas, um dos chefões do MAV atualmente preso da Lava Jato acusado de desvio de verba de popaganda da Caixa e outros órgãos públicos. No seu mundo ideal, os dissidentes seriam enxotados da praça pública. Como, no mundo real, eles circulam por aí, a alternativa é pregar-lhes o rótulo de "inimigos do povo". Você provavelmente conversa com o PENSADOR COLETIVO quando, no lugar de uma resposta argumentada, encontra qualificativos desairosos dirigidos contra o autor de uma crítica cujo conteúdo é ignorado. "Direitista", "reacionário" e "racista" são as ofensas do manual, mas existem outras. Um expediente comum é adicionar ao impropério a acusação de que o crítico "dissemina o ódio".

O PENSADOR COLETIVO é uma máquina política regida pela lógica da eficiência, não pela ética do intercâmbio de ideias. Por isso, ele nunca se deixa intimidar pela exigência de consistência argumentativa.

Em tempo: já tive que bloquear alguns conhecidos de longa data por agirem como POLÍCIA DO PENSAMENTO ou PENSADOR COLETIVO.

 

AVELAR LIVIO DOS SANTOS
Jornalista e consultor de internet
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